Tempo de Cat. warnerii no Orquidário

Cattleya warnerii é uma espécie que, em Outubro, enfeita orquidários, alguns pomares de propriedades rurais e as poucas matas montanhosas restantes no Estado do Espírito Santo, com o lilás-vivo das flores. Elas chamam a atenção pelo seu tamanho e, principalmente, pela beleza, num domínio absoluto no reino da flora local.

História

Desde a colonização estrangeira do século passado, sobretudo de alemães e italianos, que penetraram pelo interior do Espírito Santo buscando as regiões altas, à procura de terras e clima mais ameno, a Cattleya warnerii passou a ser ornamento em residências.

Posteriormente, com o advento da estrada de ferro, passando pelas localidades e trazendo pessoas de outros estados e mesmo de outros países, interessadas no cultivo das orquídeas, ela transformou-se em objeto procurado por proprietários de floriculturas ou colecionadores. Adquiriu um valor comercial e passou a interessar a determinados grupos que, por desejo de obter lucros ou por ter mais sensibilidade para o encanto da natureza, iniciaram a procura da planta. Surgiram, então os aficcionados, que a guardavam para si próprios ou para comercializá-la, e os mateiros ou tiradores, que ganhavam para colhê-la.

Atualmente verificam-se algumas alterações quanto aos conhecimentos orquidófilos conseguidos, o esmero nas coleções e a racionalização da colheita, hoje proibida e sob fiscalização dos órgãos públicos próprios, além de novos métodos de cultivo e de negócio.

Habitats

A Cattleya warnerii é nativa do Espírito Santo e de Minas Gerais, também ocorrendo no norte do Rio de Janeiro e sul da Bahia. Começa a surgir em altitudes de 100 a 200 metros e ultrapassa, de pouco, os 800 metros. Ela prefere lugares com boa luminosidade, alto teor de umidade, cujo valor tem variações de 15 milímetros nos meses secos até 298 milímetros nos meses chuvosos, com mudanças de temperatura de 13,8 ºC até 31,8 ºC, sempre em locais de dias relativamente quentes e noites bem mais frias. As chuvas e as cerrações são responsáveis pelo alto teor de umidade.

Por ser própria da região Sudeste, com comportamento climático mais ou menos estável, a planta desenvolve-se, normalmente, nos lugares apropriados, inclusive sobre pedras, ainda que seja predominantemente epífita, sem nenhuma mudança aparente, apresentando-se apenas um pouco mais atarracada. Entretanto pode alcançar bons índices de crescimento. Naturalmente, ao encontrar ambiente mais propício em árvores ou arbustos, que conservam mais umidade em seus galhos, seu desenvolvmento se agiganta, podendo surgir plantas de grande porte.

No tipo padrão de espécies de orquídeas, as flores apresentam-se com uma certa uniformidade e na warnerii não poderia ser diferente. Ela possui pétalas e sépalas lilases em tom claro ou até escuro. O labelo, que também é lilás, sofre mudanças, mas tão próximas, que é difícil dizer se determinada flor é dessa o daquela planta.

Além das pétalas e sépalas lilases, a Cattleya warnerii tipo apresenta o labelo dentro de uma determinada gama de cores. Pode ser lilás e ter branco principalmente na parte superior e na coluna. Mais para perto da inserção da flor aparece o amarelo, que vai do limão ao amarronado. Na parte central interna do labelo há sempre uma mancha triangular, cheia, em um tom de lilás mais escuro e bem diferenciado. A separação da mancha é feita normalmente por coloridos lilases bem mais claros para a margem, podendo até ser branca, sem que a flor deixe de ser tipo.

Características da planta

  • Porte esparramado dos pseudobulbos. Ficam compactos com o auxítio de tutores.
  • Pseudobulbos atarracados. Afinam mais bruscamente perto do rizoma (que é uma espécie de tronco rastejante da planta).
  • Folhas ovaladas; comprimento maior que a largura.
  • Brotação em Junho ou um pouco mais cedo.
  • Grande período em estado latente, até a floração.
  • Espata floral simples – a interna nunca ultrapassa a externa.
  • Folhas fazendo ligeiro ângulo com o pseudobulbo.

Características da flor

  • Flores grandes, podendo atingir 22 centímetros de diâmetro.
  • Tendência das pétalas à inclinação para baixo, o que dificulta a armação.
  • Estrias da fauce (parte interna do labelo) com tendência a se unirem (o colorido marrom das mesmas e o amarelo, com pouca nitidez ou confundindo-se).
  • Mês base da floração: Outubro.

Fonte: wikipedia

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