Cattleya walkeriana Flecha Ligeira

Cattleya walkeriana flexa ligeira

Cattleya walkeriana flexa ligeira

Há 17 anos, aproximadamente, meu pai, de vontade própria e, diga-se de passagem, somente com vontade mesmo, pois recursos didáticos e financeiros eram escassos, resolveu após alguns passeios a alguns berçários de Cattleyas walkeriana – nesta época indo apenas para acompanhar um amigo que já cultivava estas orquídeas – tentar cultivá-las também. Parecia uma coisa meio sem sentido, pois sem conhecimento do assunto, mas sabedor que cultivar orquídeas é bem diferente de plantar orquídeas, ir adiante nesta empreitada não era algo passível de ser visto a médio ou longo; quer dizer, a “prazo nenhum”.  Mas, como meu pai desde jovem, nunca esperou por nada e sempre buscou o que queria aprender, tendo ou não recursos para isso, tendo ou não a lógica a seu favor, lá foi ele mergulhar de cabeça nessa novidade.

O tempo ia passando e poucos iam ajudando! O tempo ia passando e a peleja ficava restrita a horas e horas dedicadas a plantar e montar um pequeno espaço para colocar aquelas preciosidades – pequeno espaço mesmo, bem longe de chamá-lo de orquidário. Os troncos das laranjeiras que haviam lá no quintal de casa que o digam!

O tempo ia passando e confesso que até eu achava “um pouco de loucura” aquilo tudo. Não via muito sentido em tanta dedicação, esforço, estudo (na maioria das vezes via “tentativa e erro”) e perseverança. Confesso que achava muito bonita uma daquelas plantas floridas, mas ficava nisso minha percepção! Veja só! Até parece que cada um de nós não tem uma loucura ou um hobby ou algo que nos faça agir e trabalhar sem lembrar do tempo e do espaço!

Um grande amigo sempre me diz que “toda vez que você encontrar uma pessoa ou empresa de sucesso, lembre-se que se passaram, pelo menos, 15 anos”. É impressionante o quanto isso é verdadeiro! Veja só. Hoje, meu pai possui até uma Cattleya walkeriana – sim aquela orquídea que ele observou lá atrás e o enfeitiçou – com seu nome! Cattleya walkeriana Márcio Silveira. Tão bela, imponente e exclusiva, que alguns catálogos de alguns orquidários a expõe como sendo de cultivo deles. É fato que algumas Cattleya walkeriana Márcio Silveira foram comercializadas, mas há reproduções de fotos feitas em exposições, foto do vaso do Orquidário Márcio Silveira! Tem lógica? Mas, como meu pai mesmo diz – vide aqui mais um exemplo, pelo menos para mim – “Tudo bem. Isso não me causa mal algum, pelo contrário, ganho uma propaganda!”. Sendo assim, tudo bem então.  Deixa pra lá. A Cattleya walkeriana Márcio Silveira original tá lá em casa, mesmo!

Tenho grande orgulho do meu pai e da sua perseverança. Do seu trabalho e da sua dedicação às orquídeas. Do seu esmero em trabalhar em detalhes e com perfeição os três anéis que prendem o vaso no suporte. Da exigência comigo quando planto alguma muda fora do padrão do Orquidário. Vejam só … percebam que aqui já falei do meu trabalho! Pois é! Não deu outra! Acordei e cá estou eu dedicando-me às orquídeas! Confesso que nunca me senti tão bem e tão motivado (até na minha profissão tenho percebido melhora). E o grande diferencial: tenho o melhor professor que poderia ter. Alguém que entende do assunto e com uma característica única. É meu pai!

Aguardem novidades. O Orquidário Márcio Silveira está tornando-se cada vez mais profissional e tendo cada vez mais qualidade – acima, bem acima de quantidade! Estamos elaborando uma seleção de orquídeas, com destaque para – não poderia ser de outra forma – Cattleyas walkeriana, que serão referência no mercado. O orquidário está dividido em dois espaços e estamos concluindo a construção do terceiro, onde serão colocados os seedlings e plantas comerciais.

Obrigado pelo acesso ao nosso site. Obrigado por terem chegado até aqui – sinal que leram o texto todo. Não deixem de visitar as outras seções do site.

Que Deus abençoe meu pai – e sua teimosia saudável – e minha mãe. Que eu saiba valorizá-los. Obrigado especial ao meu pai, por ter desconsiderado o tempo que não entendi seu trabalho e por ter me aceitado como pupilo. 

Saúde e paz para todos.

Ozéias Silveira

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